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Concurso Hípico de Portugal

Para organizar a primeira Volta, o Diário de Notícias contava já com a experiência da realização do Circuito Hípico de Portugal, ambos levados a cabo em 1925. A volta a Portugal a cavalo serviu de teste à aceitação popular de um grande evento mediático como foi o da disputa entre um militar, que usou três montadas, e um civil, José Tanganho, que ganha a prova usando para o efeito unicamente o seu próprio cavalo.

Esta a capa do DN a anunciar a volta a Portugal a cavalo. Na diagonal estão colocados, na posição cimeira, o cavaleiro da fundação a quem coube a conquista do território e a definição da fronteira; nas intermédias, todos aqueles que lutaram para a manutenção desses limites, que são os cavaleiros das justas e torneios, mais o cavaleiro da Restauração e o cavaleiro que lutou contra as invasões francesas; fora da linha de guerra, encontra-se o cavaleiro arauto divino, símbolo da sacralização derivada do sacrifício do sangue exaurido na definição e manutenção da fronteira; por último, no canto inferior direito, o cavaleiro militar do Circuito que agora a vai simbolicamente decalcar.

Fonte: Capa do Diário de Notícias de 10 de Outubro de 1925. Em caixa a mensagem do Presidente da República “As minhas saudações e votos pelo completo êxito dos briosos cavaleiros que acudiram com o seu concurso à bella iniciativa do “Diário de Notícias” para realizar o grande concurso hípico de Portugal. Manuel Teixeira Gomes”.