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História das corridas de bicicleta – Lisboa com novo desafio

A bicicleta e o ciclismo em Portugal constituem, via competição desportiva, um raro potencial de memória, um manancial patrimonial a partir do qual se configuram identidades locais e identificações por parte das suas comunidades. A Volta a Portugal em bicicleta ilustra uma história de Portugal do último século. E, de igual modo, as corridas na cidade de Lisboa propiciam nas primeiras décadas do século XX um raro momento de descoberta da própria cidade – dos seus limites com a Volta a Lisboa, criada em 1925, das suas rampas íngremes, como a corrida da Subida da Glória, que data de 1913 e cuja recriação teve sucesso em 2013, das suas possibilidades de ligação entre cidades, como a clássica Porto-Lisboa, criada em 1911.

A bicicleta e o ciclismo são, ainda e também, referenciais importantes quer pelo aproveitar da sua história e fazer dessas memórias um património de performance e turismo, quer pela vertente de risco associada (BTT, downhill, etc).

Atualmente, é muito importante olhar para a qualidade de vida quotidiana e analisar a potencialidade do uso da bicicleta como riqueza de futuro, pela via de incremento da sustentabilidade – seja pela vertente da promoção da saúde pessoal e do próprio meio ambiente, seja pelos ganhos em autonomia das crianças e jovens menores de 18 anos, seja pela captação de novas áreas de intervenção ligadas à inovação e tecnologia.

Lisboa é historicamente a cidade das corridas de bicicleta. A cidade para continuar a ser um ícone desportivo tem de se tornar um ícone da mobilidade de bicicleta: eis o desafio para um novo itinerário, para uma outra corrida na qual todos estamos interessados em participar.

Fotografia em destaque: arte urbana na ciclovia que liga Alhandra a Vila Franca de Xira.

Painéis da Exposição realizada em 2016 na FMH no contexto da comemoração do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios - DESPORTO UM PATRIMÓNIO COMUM. Organização: FMH em parceria com FPC - Ciclismo para Todos