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Foto: Joel Canavilhas e Isabel Oliveira

Etapa 1 – de Lisboa a Setúbal de bicicleta mais comboio

DAR A VOLTA AO USO DA BICICLETA COMEÇOU BEM

Realizou-se no dia 26 de abril a primeira etapa do projeto Dar a Volta entre Lisboa e Setúbal. Este primeiro ano de arranque do projeto contará com mais 17 etapas de campanha pública para Dar a Volta ao uso da bicicleta. O Secretário de Estado da Juventude e Desporto realizou o percurso entre o Marquês de Pombal e Belém de bicicleta. A acompanhar toda a comitiva esteve a Polícia Municipal também de bicicleta.

VANTAGENS DAS CIDADES COM INTERMODALIDAE

A maior parte das viagens de bicicleta faz-se por percursos lineares que exigem, no regresso e de preferência, um transporte público. Lisboa e Setúbal são cidades entre as quais se podem viajar contando com essa facilidade: combinar bicicleta com barco e com comboio. A intermodalidade refere-se a a este tipo combinação de dois ou mais meios de transporte, neste caso, combinar bicicleta com os transportes públicos.

É crescente o interesse no desenvolvimento do transporte pessoal intermodal flexível. O transporte urbano sustentável é primordial para garantir a qualidade de vida das gerações futuras. Na Europa, 60% dos habitantes vivem em áreas urbanas e cerca de 40% de todas as emissões de CO2 produzidas pelos transportes provêm da mobilidade urbana.

Usar bicicleta combinada com transportes públicos é uma das soluções possíveis de mobilidade sustentável, até porque o ciclismo é o tipo de mobilidade que aumenta a actividade física o que traz benefícios para a saúde.

Para além destes benefícios existe a possibilidade dos jovens em tempo de lazer podem realizar este tipo de percursos em autonomia.

PERCURSO DE REALIZAÇÃO DA ETAPA E ALTERNATIVAS

Via Caparica

O percurso testado a dia 26 de abril de 2017 seguiu, depois do Marquês até Belém, via Trafaria até à Costa da Caparica. A travessia de barco com grupos com mais de quatro pessoas com bicicleta só é possível nos cacilheiros que fazem a ligação entre Belém e a Trafaria.

Até à Costa da Caparica temos uma ciclovia (5 km) que apesar de estar muito bem sinalizada está em mau estado de conservação. Não obstante, é uma via segura para circular de bicicleta.

O percurso realizado seguiu pela N377 até ao fim (Fonte da Telha) e depois a Avenida do Mar, e esta é a melhor opção para encontrar a passagem por baixo da auto-estrada. Até à Fonte da Telha a estrada não tem berma, tem algum tráfego e, a partir da Charneca, a passagem pela Aroreira e Verdizela é labiríntica mas segura. Na Aroeira, há uma estrada florestal que atravessa a Mata dos medos - um troço fechado ao transito automóvel entre a N377 2 e a N377 (ver foto de Pedro Sanches).

Para evitar o nó do fogueteiro: seguir pela Avenida Belverde - Rua dos Foros da Amora - Rua das Oliveiras - R. Bento de Moura Portugal - Av. da liberdade de Timor Lobo Sae (direção Shopping Center) - R. Casal do Marco (junto à estação de comboio do Fogueteiro) - Rua do Desembargador - que segue paralelo à N10 - em todos os cruzamentos há acesso à N10 (escolher um nó de rotunda é o mais seguro).

A estrada de Azeitão (N10) tem muito transito mas a velocidade é mais controlada e vigiada que as vias secundárias alternativas.

Via Cacilhas

Foi por Cacilhas que se realizou o primeiro percurso da Volta de 1927. 90 anos depois, estamos perante uma das maiores áreas urbanas da Grande Lisboa. Do ponto de vista turístico este trajeto tem interesse se o interesse se centrar nos aspectos históricos e sociais de Almada. O percurso, direto a Setúbal, fica longe do circuito das praias da Costa da Caparica e do Portinho da Arrábida. É o mais curto com cerca de 42 km.

Este percurso é aquele que melhor serve a intermodalidade porque liga ao barco que garante a travessia para Lisboa a quem reside na Cova da Piedade - Laranjeiro - Corroios - Amora - Azinhaga das Paivas - Casal do Marco.

O principal obstáculo é a limitação do nº de bicicletas nos barcos da Transtejo - não pode exceder 4 por barco (nem ao fim de semana). Uma família com dois filhos que queira usufruir de um passeio em Lisboa ao fim de semana raramente consegue viajar no mesmo barco porque há sempre, à sua frente, mais uma ou duas pessoas com bicicleta para fazer a travessia.

Há uma ciclovia construída ao longo da linha do metro de superfície, desligada dos bairros circundantes que acaba abruptamente em Corroios.

Este seria o percurso que serviria o cicloturismo e a mobilidade do ciclista urbano. Bastaria, para o efeito, renovar a infraestrutura existente e apostar num sistema de bicicletas partilhadas.

Depois de acabar a ciclovia (bidirecional situada do lado esquerdo da via) temos 200 metros de contramão até à passadeira que permite passar para o lado direito. A N10 tem muito trânsito mas também tem bermas largas, tem velocidade controlada e policiamento o que, apesar de tudo, a torna mais segura que as vias secundárias alternativas.

Via L.Albufeira

Um dos percursos alternativos que evita a N10, e mais bonito, é aquele que vai pela Costa da Caparica, Verdizela, Lagoa de Albufeira, Alfarim, Caixas, Aiana, Cotovia, Serra da Arrábida por Casais da Serra e passa pelo Portinho da Arrábida. Todo este percurso é feito por estrada sem berma.

A partir da Cotovia o transito é muito intenso até ao desvio para a Serra, são uns quilómetros de muito stress porque as razias são frequentes.

Não obstante, este é percurso é o mais turistico porque passa nas praias da Costa e, na Arrábida, coloca-nos perante uma paisagem excepcional quando chegamos à Serra da Arrábida e começamos a descida a praia do Portinho e todas as pequenas enseadas existentes até chegar a Setúbal. É o traçado mais longo com cerca de 72 km.

Como evitar o nó do Fogueteiro neste caso: a partir da Costa da Caparica seguir a N377 até ao fim (Fonte da Telha) e depois perto do fim da Avenida do Mar há uma linha de cabos de alta tensão que tem um estradão em terra que é um óptimo atalho para chegar à estrada de Sesimbra.

Incongruências

Quando não há vias seguras para as bicicletas circularem entre vilas e cidades damos conta de um conjunto de incongruências difíceis de evitar:

A berma das estradas

Andar na berma é o lugar mais seguro para quem anda de bicicleta, não é proibido a bicicletas mas grande parte das estradas não as tem. E, muitas vezes, as bermas têm obstáculos de natureza diversa.

Circular à direita da faixa

Quanto mais à direita piores as condições para andar de bicicleta:

  • no espaço urbano é aqui que se encontram as grelhas dos ralos das águas pluviais (quando mal colocadas são um perigo);
  • é o lugar com mais deformações quando é estrada onde passam camiões;
  • é a linha frágil em piores condições de conservação.
Acompanhantes

Separador destinado a contributos dos acompanhantes das etapas:

Filme da etapa realizado por Vera Amorim - uma das participantes da etapa.

FOTOGRAFIAS DA ETAPA

Fotografia que caracteriza o estado de espírito à chegada a Setúbal - um percurso acessível a todos apesar dos problemas focados e que as edilidades através de trabalho concertado facilmente resolvem. É BOM VIAJAR DE BICICLETA!
Fotos: Joel Canavilhas e Isabel Oliveira

SERVIÇOS DE APOIO EXISTENTES

Alojamentos e Restaurantes onde nos guardam a bicicleta - SIM

Interligação com os transportes públicos (comboio e autocarro) - SIM

Locais de informações específicas sobre rotas - NÃO

Aluguer de bicicletas - EUROPCAR

Oficinas de bicicletas - SIM